Java Enterprise Days em Goiânia

•Outubro 31, 2009 • Deixe um comentário

JavaEEDay

Se você trabalha com a plataforma Java EE, ou é um simples apaixonado por desenvolvimento, você não pode ficar fora desta conferência!

O Java Enterprise Day ocorrerá nos dias 4 e 5 de Dezembro. O primeiro dia terá um foco voltado para negócios e gestores de T.I. Neste dia será trabalhado temas como os problemas enfrentados diariamente em empresas de desenvolvimento, falta de profissionais no mercado e futuro da plataforma.

O segundo dia de evento, 5 de Dezembro, será totalmente voltado para comunidade de desenvolvedores, onde você irá apreender sobre servidores de aplicação, novidades da plataforma Java EE 6, arquiteturas orientadas a serviço, etc.

O evento ocorrerá alguns dias antes do Sun Tech Day, que neste ano será em São Paulo nos dias 8 e 9 de Dezembro. Como já se tornou tradição, a Sun enviará palestrantes internacionais para o Brasil, efetuando um Road Show por várias cidades brasileiras. Neste ano, pela primeira vez, Goiânia foi escolhida.

Pessoas no processo de desenvolvimento

•Abril 6, 2009 • 8 Comentários

Eu começava a responder ao comentário do Raphael sobre o post Pensando em Metodologia e no final da resposta vi que encarava um novo post…rsrs

Então, segue minha reflexão sobre pessoas no processo de desenvolvimento.

Mesmo que percebamos dinamicidade nas melhorias de processo e nos avanços tecnológicos, estes são elementos que se permitem ser controlados. Este controle existe porque o processo e a tecnologia são definidos pela cultura/direção que a instituição delimita.

Contudo as pessoas não fazem parte desse cerco. Mesmo que ainda existam questões envolvendo relações trabalhistas, hoje as pessoas transitam entre empresas buscando melhores posições, melhores condições de trabalho, melhor remuneração ou mesmo novos desafios com relativa liberdade. E nesse processo elas levam consigo todo o capital intelectual que foi investido pela instituição.

Então, comumente as empresas tentam mitigar os riscos no seu ciclo de produção e a perda desse capital intelectual, concentrando seus investimentos em bens controláveis, processos e tecnologias.

Porém, durante o período em que estas pessoas estiveram disponíveis para a empresa, suas atividades foram executadas com destreza graças ao conhecimento pré-admissão e ao adquirido em sua permanência. Esta colaboração deve ser reconhecida pelas instituições e pelos próprios profissionais como um fator de sucesso ou insucesso nos projetos. Faz-se necessário que as empresas identifiquem a importância do investimento nas pessoas.

Concordo quando se diz sobre a necessidade de metodologias voltadas para pessoas, pois processos e ferramentas não produzem por si só os ativos da empresa. É preciso que elementos de criatividade, de sensibilidade, de comunicação e de decisão sejam envolvidos no processo de elaboração do software.

Desta forma, processos devem existir e sua melhoria deve ser continua; tecnologias devem ser utilizadas como apoio à produção e com certeza contribuirão para o ganho de produtividade; e pessoas devem ser respeitadas, orientadas, capacitadas e desafiadas. A associação desses fatores irá influenciar direta e positivamente no relacionamento entre a empresa e seus clientes.

Pensando em metodologia

•Março 28, 2009 • 4 Comentários

Olá pessoal essa semana ouvi um podcast intitulado: Quem se importa com metodologia? Ele aborda como a estrutura de trabalho ou ausência dela pode influenciar nos resultados das pessoas. Então segue um pequeno resumo para nossa reflexão.

Muitas pessoas têm a impressão que quando um projeto obteve sucesso significa que as pessoas certas estavam envolvidas. Porém, as pessoas não são o único fator de sucesso, pois excelentes pessoas submetidas em um ambiente desestruturado geram trabalhos ruins.

Neste podcast é descrito um jogo a respeito de logística e de administração de estoque, no qual os papéis são varejista, atacadista e cervejaria. Onde o varejista consome serviços do atacadista e o atacadista da cervejaria. Segundo o jogo, todas às vezes que ele é jogado as partes acabam com um excesso de estoque e posteriormente acabam quebrando. Ocorre que a princípio há uma crescente demanda pelo produto realizada pelo varejista e em seguida pelo atacadista, a cervejaria começa se sobrecarregar em pedidos. Em um segundo momento os pedidos são entregues e o estoque começa a crescer descontroladamente fazendo com que a empresa quebre por não ter vazão para o produto. Na verdade este jogo é usado como exemplo para demonstrar o problema que a estrutura pode trazer ao projeto.

No jogo a estrutura de logística é arranjada de forma que as partes irão quebrar com o tempo, mas há uma forma de se reorganizar essa estrutura para que o resultado seja positivo. Basta diminuir o tempo entre a demanda e a entrega. Desta forma, a questão fundamental é que independente do brilhantismo das pessoas, o jogo sempre terá o mesmo resultado caso a estrutura não se altere.

A estrutura de trabalho, as formas como as pessoas se organizam para executar suas atividades é um fator de grande importância para o sucesso dos projetos. É freqüente alvejar os integrantes da equipe quando o projeto tem insucesso e verdadeiras caça as bruxas são realizadas, porém se esquecem de fazer uma análise do sistema em que o projeto foi submetido. Há de se convir de que o meio ambiente e a forma como ele é engrenado influenciam diretamente no processo de desenvolvimento de qualquer atividade. E verificar, ou configurar quando necessário, o sistema de forma que exista uma maior produtividade para que os resultados esperados sejam alcançados deve ser uma tarefa dos líderes.

Neste processo de “caça às bruxas”, também, é de extrema importância perceber que a maneira como as pessoas são avaliadas define a maneira como elas irão se comportar. E a maneira como elas são avaliadas tem a ver com o sistema em que elas trabalham, o qual não é definido pelas pessoas que estão na base. São os líderes que tem a autoridade para configurar como os processos serão executados. Desta forma é fundamental que os líderes tenham consciência dos problemas do sistema e atuem sobre ele a fim de resolvê-los, não basta encontrar culpados.

Concluindo, é preciso reconhecer a importância da estrutura de trabalho, o meio que as pessoas se inserem e como elas se organizam nesse meio. Não basta possuir pessoas extremamente capacitadas e uma estrutura de trabalho ruim, ou o inverso. É preciso unir as duas coisas e por isso a importância da metodologia durante a produção de softwares.

Brinquedo novo

•Fevereiro 17, 2009 • 13 Comentários

Quem não fica afoito com um brinquedo novo? A última versão do jogo Resident Evil, o celular de última geração, a roupa da moda, o carro do ano. Estes itens que tanto absorvemos do mercado para suprir o desejo originado da lógica de produção em que vivemos. Produtos agregados a fortes mensagens de marketing e subsidiados por uma cultura de consumo são despejados em nossas vidas todos os dias. Um novo que instiga, que fascina, que clama por nossa atenção, uma atenção que também desejamos a nós mesmos. Pois, ao senso comum cabe definir que ser bem-sucedido implica em consumir, ter posses, ou jogar com aparências.

Bem, esse é um blog sobre tecnologia. O que essa discussão sobre cultura e modo de produção tem a ver com os temas abordados aqui? Já explico. Por diversas vezes nós gerentes de TI, gerentes de projetos, arquitetos de software ou desenvolvedores somos compelidos a largar mão do conhecimento já acumulado em uma tecnologia a favor de novas coqueluches que o mercado nos apresenta. Ferramentas novas que realmente impressionam, frameworks que facilitariam nossas vidas quando começamos a desenvolver nossos sistemas. Porém, na maioria das vezes, abandonamos este legado de conhecimento para embrenhar em novos meios por razões mercadológicas e não pela real necessidade do cliente. “Necessidade do cliente”, guarde bem essas palavras, pois são os norteadores dos negócios.

Cada solução tecnológica deve partir de uma demanda de negócio; deve partir da possibilidade de atendimento dos requisitos do cliente. E andar na crista da onda pode implicar em produto instável, equipe imatura, reestruturação de procedimentos, necessidade de altos investimentos e principalmente, perda de credibilidade com cliente. Por esses e outros fatores, a adoção de novos formatos deve ser analisada com cautela, com alvo no benefício que pode se alcançar para satisfazer os novos clientes e os da carteira.

Comumente em listas, em salas de aula, em palestras, existem debates acirrados sobre supremacia entre plataformas tecnológicas, debates que se olharmos pela perspectiva do momento são até divertidos devido à argumentação. Mas, em uma visão ampla percebemos o grau de imaturidade de algumas pessoas, e pior, pessoas que multiplicam conhecimento. A discussão não toma âmbito apenas de plataforma, chega-se em nível de frameworks, a famosa “luta das letrinhas”. Alguns, mais exaltados, chegam a decretar a morte de frameworks como o Struts e o Hibernate, os quais seriam substituídos por JSF (Java Server Faces) e JPA (Java Persistence API). No entanto, esquecem que mesmo havendo inúmeros atrativos para adoção destas ferramentas, empresas que possuem mercado sólido, arquiteturas estáveis e produtos maduros não iriam jogar o investimento já realizado pelo ralo. Até porque para o cliente não importa se está usando a ferramenta de persistência X ou Y, o que verdadeiramente importa é terem seus requisitos de negócio atendidos, incluindo requisitos de confiabilidade.

Sendo assim, a idéia de que tecnologia de ponta é o melhor, nem sempre condiz com a realidade. A evolução tecnológica não é de maneira linear, onde uma etapa evolutiva sobrepõe a outra. Este desenvolvimento opera por uma lógica sistêmica, em rede. Onde o estágio em que nos encontramos oferece linhas co-existentes, as quais serão adotadas dependendo da demanda do mercado e das condições em que se encontram. Nem sempre o brinquedo novo é o que agrada mais.